sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Quintas-feiras nossas de cada semana...


Pessoas, ainda nao falamos sobre as "quintas y brejas" madrileñas. Entonces, toda 5a temos uma festinha garantida numa "disco" chamada Pasion, na qual os Erasmus têm direito a breja na faixa das 22h as 00h, logicamente os jormats chegam cedo e descabelam forte na breja.

Mas o lance legal, na real, nem é a breja, mas trocar aquela ideia com a gringaiada. À parte a eterna luta durante duas horas de breja na faixa para consumirmos o máximo possivel de alcool gratuitamente, sempre rola um lero em alguma rodinha.

Foda mesmo é a música meio zoada, só black, e quando a gente pede uma musica brasileira pro DJ, ele me vem com um "zum zum ba ba" (toda semana toca pessoas, juro, acho que o Dj so conhece essa). E é sarro ver os gringos tentando acompanhar todo o gingado dançante dos gloriosos lindomarenses. Aquele molejo, aquele balanço, aquele samba no pé que deixam a gringaiada embasbacada com tamanho traquejo na arte dos movimentos corporais.

Mais pra frente iremos contando as historias dessas QyB, como daquela vez em um dos jormats, ligeiramente embriagado, se confundiu com o proprio reflexo no espelho na balada, ou quando umas minas do leste europeu cuspiram breja num certo anão peludo....

¡Hasta personas!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Madrid num varal



Essa é a Plaza Mayor, um dos principais pontos de Madrid. A praça foi o centro da Madrid medieval, recebe milhares de turistas todos os anos, mas mesmo assim não escapa de uma das principais manias dos espanhóis:







Não tô falando do cavalo, e sim das roupas penduradas lá em cima. Depois de só uma semana aqui, já deu pra perceber que, onde tem casa, tem varal na porta. Tem roupa em todos os lados! E ainda falam de Nápoles.


Aqui em casa, a gente ainda escapou desse costume. Talvez por medo de perder as roupas no primeiro vento, talvez por privacidade. Mas nosso varal fica bem na sala, pertinho da planta...

Ç

Outro fim de semana com viagem para lugares próximos a Madrid, dessa vez o destino: Cercedilla, ou como ficou famosa com o pessoal aqui de casa "Ç". No email da galera que organiza os eventos eles falavam que ia ser legal e que era uma caminhada sussa até o topo de uma cadeia de montanhas que formavam a Serra de Madrid. Mas o dia já começou horrivel, pq tinhamos que nos encontrar muito cedo no ponto de encontro, tipo umas 9h30, não lembro se era exatamente isso. A única coisa que me servia de consolação era que a Alice (que se pronuncia como aquele sabor de pizza famoso) tava muito pior que a gente.

Depois de uma hora de trem, chegamos na cidade que está há 1200 metros de altitude. O pico do morro que subiriamos era 1750, pensamos "Sussa... meio km, não é nada de mais...". Mas, caros amigos, era. Duas horas subindo por uma trilha em zigue zague. Segundo a "monitora" a trilha era assim pq em alguns trechos era impossivel subir reto por ser muito íngrime. Algumas pessoas cansavam, outras conversavam, outras se concentravam, todas suavam e a Alice.... ficava pra tras.

Como bons amigos, esperamos a pobre coitada e o Daniele, que se esforçava pra empurrar ela montanha acima. E 500 metros horizontais depois, uma vista, não digo que é bem bonita, pq não era (eu sei que nessa parte o povo aqui vai discordar, mas fazer o que). Eu diria que é tipo a vista da Serra da Cantareira. Dizem que no inverno, neva nessas montanhas, aí acho que deve ser animal, mas agora no outono eu diria que é... hm... legalzinho.

Lá no topo tinha alguns mirantes de pedra que nos permitia ver a cidade e alguns kms além dela. Sentamos em um deles e paramos para almoçar o pão com um monte coisa que fizemos de manhã. E por incrivvel que parece o queijo tinha derretido aos 10ºC. Puta queijo bom. No supermercado a gente vai na parte de queijo e tem lá as placas: Queijo de Cabra, Queijo Provolone, Queijo Brie, etc. Esse queijo esta na placa Queijo. Então ainda não sabemos suas origens, mas dizem que é importado, vai saber.

Bom, voltemos ao passeio. Depois de comermos muito pão com água estávamos mortos de sono, mas ficamos la tentando conversar com as pessoas, enquanto isso, o Rodolfinho resolveu se acomodar em alguma pedra, para risos de alguns Erasmus. Mas graças ao sono pesado do nosso luso-nipo-brasileiro descobrimos um negócio bem legal. Por acaso, ele dormiu em cima de uma caixa escondida aonde as pessoas que sobem a montanha escrevem uma mensagem para os demais. A cada 2 ou 3 anos, alguém vai lá digita e encaderna as frases e coloca de novo dentro da caixa.

A decida foi bem mais facil, até com uns requintes de comedia, ja que sempre alguem caia de bunda na terra escorregadia. Depois de esperar um pouco a Alice, que novamente demorou pra chegar, pegamos o trem de volta para casa. Mas longe do descanso, pq na mesma noite receberiamos Erica, Edu, Lara e Tanain. Bebemos e conversamos até as 2h, quando eles foram embora e tivemos nosso merecido sono.

Ah, ja ia esquecendo!! Como bons Lindomarenses, deixamos nossa marca no livro e guardamos de volta, para que alguem um dia saiba que nós (Jormat) já passamos por lá.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Nhoque da sorte

Siiim... com uma semana de atraso. Ah... é que tem sido tudo tão corrido!! Mas para aqueles que duvidavam... o nhoque de setembro ocorreu... e no dia certo (29)! E foi um sucesso... mandamos moh bem!! Se bem que nossos amigos italo- já qse brasileiros Alice e Danieli talvez não aprovassem, como não aprovaram a telepizza espanhola! Aí estão as fotos para que todos passem vontade ua Há Há Há!!! Rumo ao nhoque de outubro!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Enfim pebolim

Eu sei que faz tempo que não postamos algo. Desde a última vez, já se passou muita coisa: Dia do Nhoque, Chegada do Silvio (agora La Fervecion está completa), festas, novos amigos e etc. Acho que os outros podem falar mais desses eventos do que eu. Estou aqui para falar de algo mais importante, algo que não é tão simples quanto nhoque, ou tão careca quanto o Silvio, ou tão passageiro quanto amigos. É uma daquelas coisas que me dá calafrios ao falar, que me faz falta pela noite e que as vezes, devo confessar, me leva as lágrimas.

Pebolim.

Sim, sim. Pode ser banal ao olhar de meros amadores, perdidos em sua própria ignorância ante este artefato de prazer do século XX e dos que hão por vir.

Sobre o bar

Estávamos nós com nossos amigos portugueses e italianos (corações, façam um texto sobre eles, ok?) logo após comermos uma pizza aqui na Grande Getafe (cidade mais importante que Madrid, vale?). Fazia um frio tremendo, até os europeus usavam um casaco extra, decidimos sair pela cidade e arranjar algum barzinho para beber. O primeiro em que paramos era muito comum, nada tradicional ou ecano, não nos parecia certo entrar alí, hoje já penso que foi o destino que nos impediu. Eis que ao dobrar a esquina aparece algo luminoso, com anjos e arcanjos cantando ao redor, nos chama atenção pelo estilo rustico do bar. Devo confessar que por ter um placa de proibido entrada de menores de idade, pensamos que era outra coisa, e por outra coisa entendasse puteiro. Mas não. Após rápida conferida descobrimos que era um bar e digasse ainda, um bar "comunista".

Com fotos do Che por todas as partes, o bar servia um Mini de Cerveza (1 litro) por 4,5 euros, bem barato para os padrões de bares madrileños. Me lembrou muito aquele bar paulista, Luderia (?), tinha jogos de mesa para os frequentadores. Mas nada, nem a cerveja barata, nem os jogos de tabuleiro, nem as pessoas estranhas, nem a italiana bebendo leite, nada, me chamou mais atenção que aquele magnifico instrumento posto perto do balcão do bar. Sim, caros amigos, o Pebolim.

Sobre o jogo

Logo fiz amizade com os jogaderes espanhois e aprendi as regras do local, bem estranhas por sinal. Implorei para o Silvio ou o Rodolfo jogarem comigo, afinal, como bom jornalista, não queria perder. Mas tive que me contentar com a Barbara, portuguesa amiga nossa, que para um mulher joga bem até ( o que não significa nada, convenhamos).

As regras do pebolas espanhol são bem diferentes da ECA. Não pode fazer gol com os jogadores do meio e só dois dos três atacantes podem marcar. Eu lembro que tentaram me explicar o porquê desta peculariedade mas confesso que não tava dando a minima para eles.

Fora as regras, a mesa também era muito... hmm..... particular! Os jogadores não chegavam até o canto do campo, então a bola escapava de todos sempre. Nem preciso falar que o time da casa ganhou, fizemos jogo duro até a metade, mas o ritmo de jogo deles era muito melhor. Apesar dos jogadores pequenos e da bola oca e leve, não fizemos feio e meio que equilibramos a partida. Mas foram 50 centavos jogados fora de qualquer jeito.

Conlusão

Todo mundo tem seu vicio e como muitos sabem o meu é o famigerado Pebolim. Esta singela partida serviu para acalmar meu ânimos, mas como o bar é muito perto de casa, devo virar frequentador do singelo botequim. Só preciso de um parceiro pica grossa para fazer frente aos destemidos espanhois.

Ah e antes que eu esqueça: Pai, Mãe, sinto informar, mas... todo o meu dinheiro vai ser investido no pebolas. Mas fiquem tranquilos, não vou gastar tudo. Se gastar eu vendo meu rim e da pra voltar pra casa sussa, ok?

bjão amores, até a próxima


PS 1: Sobre os comentários do meu ultimo post: Érica, vc ta falando o que? Vc nem vai na aula!!!!

PS 2: A enquete terminou com vitória da Be, mas o Rodolfinho confessou que fraudou a votação, logo, ele foi declarado o primeiro a surtar na republica.

 
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