sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Enfim pebolim

Eu sei que faz tempo que não postamos algo. Desde a última vez, já se passou muita coisa: Dia do Nhoque, Chegada do Silvio (agora La Fervecion está completa), festas, novos amigos e etc. Acho que os outros podem falar mais desses eventos do que eu. Estou aqui para falar de algo mais importante, algo que não é tão simples quanto nhoque, ou tão careca quanto o Silvio, ou tão passageiro quanto amigos. É uma daquelas coisas que me dá calafrios ao falar, que me faz falta pela noite e que as vezes, devo confessar, me leva as lágrimas.

Pebolim.

Sim, sim. Pode ser banal ao olhar de meros amadores, perdidos em sua própria ignorância ante este artefato de prazer do século XX e dos que hão por vir.

Sobre o bar

Estávamos nós com nossos amigos portugueses e italianos (corações, façam um texto sobre eles, ok?) logo após comermos uma pizza aqui na Grande Getafe (cidade mais importante que Madrid, vale?). Fazia um frio tremendo, até os europeus usavam um casaco extra, decidimos sair pela cidade e arranjar algum barzinho para beber. O primeiro em que paramos era muito comum, nada tradicional ou ecano, não nos parecia certo entrar alí, hoje já penso que foi o destino que nos impediu. Eis que ao dobrar a esquina aparece algo luminoso, com anjos e arcanjos cantando ao redor, nos chama atenção pelo estilo rustico do bar. Devo confessar que por ter um placa de proibido entrada de menores de idade, pensamos que era outra coisa, e por outra coisa entendasse puteiro. Mas não. Após rápida conferida descobrimos que era um bar e digasse ainda, um bar "comunista".

Com fotos do Che por todas as partes, o bar servia um Mini de Cerveza (1 litro) por 4,5 euros, bem barato para os padrões de bares madrileños. Me lembrou muito aquele bar paulista, Luderia (?), tinha jogos de mesa para os frequentadores. Mas nada, nem a cerveja barata, nem os jogos de tabuleiro, nem as pessoas estranhas, nem a italiana bebendo leite, nada, me chamou mais atenção que aquele magnifico instrumento posto perto do balcão do bar. Sim, caros amigos, o Pebolim.

Sobre o jogo

Logo fiz amizade com os jogaderes espanhois e aprendi as regras do local, bem estranhas por sinal. Implorei para o Silvio ou o Rodolfo jogarem comigo, afinal, como bom jornalista, não queria perder. Mas tive que me contentar com a Barbara, portuguesa amiga nossa, que para um mulher joga bem até ( o que não significa nada, convenhamos).

As regras do pebolas espanhol são bem diferentes da ECA. Não pode fazer gol com os jogadores do meio e só dois dos três atacantes podem marcar. Eu lembro que tentaram me explicar o porquê desta peculariedade mas confesso que não tava dando a minima para eles.

Fora as regras, a mesa também era muito... hmm..... particular! Os jogadores não chegavam até o canto do campo, então a bola escapava de todos sempre. Nem preciso falar que o time da casa ganhou, fizemos jogo duro até a metade, mas o ritmo de jogo deles era muito melhor. Apesar dos jogadores pequenos e da bola oca e leve, não fizemos feio e meio que equilibramos a partida. Mas foram 50 centavos jogados fora de qualquer jeito.

Conlusão

Todo mundo tem seu vicio e como muitos sabem o meu é o famigerado Pebolim. Esta singela partida serviu para acalmar meu ânimos, mas como o bar é muito perto de casa, devo virar frequentador do singelo botequim. Só preciso de um parceiro pica grossa para fazer frente aos destemidos espanhois.

Ah e antes que eu esqueça: Pai, Mãe, sinto informar, mas... todo o meu dinheiro vai ser investido no pebolas. Mas fiquem tranquilos, não vou gastar tudo. Se gastar eu vendo meu rim e da pra voltar pra casa sussa, ok?

bjão amores, até a próxima


PS 1: Sobre os comentários do meu ultimo post: Érica, vc ta falando o que? Vc nem vai na aula!!!!

PS 2: A enquete terminou com vitória da Be, mas o Rodolfinho confessou que fraudou a votação, logo, ele foi declarado o primeiro a surtar na republica.

2 comentários:

jamila disse...

- Bar "comunista"
- Pebolim espanhol
- Rodolfo e Silvio "pipocando" no pebolim
- Doação de rins

Genial esse post!!

Menos por um único pecado imperdoável: questionar a qualidade do pebolim feminino. E isso falo apenas como mais uma apaixonada por pebolim!!

Meus cumprimentos à parceira das terras lusitanas que teve a raça de enfrentar o desafio de jogar pebolim com regras "non-sense" espanholas. tsc tsc

E Rafa, envergonhando o país, mano! Como assim?!?! hehehe

bjo bjo e saudades de todos, raios de sol!

Marô Duca disse...

Sério duque .... acho uma lástima seus comentários maldosos a respeito do pebolim feminino, visto que a Rosa arrasa neste esporte tao duro e desafiador.

Mas a verdade eh que eu tenho novidades para te contar ....
Agora que vc está a alguns kilometros de distância da vivencia ela se encontra muito mais completa ... ganhamos uma mesa nova de pebolim, com um gramado lindao pros novos jogadores, uma mesa de pingpong novinha tbm e para melhorar ... uma mesa de Bilhar!!!!

Pois eh ... acho bom vc voltar antes dessas novidades virarem velhas mesas encontadas na vivencia!!!

 
GOOGLE ANALYTICS