terça-feira, 7 de outubro de 2008

Ç

Outro fim de semana com viagem para lugares próximos a Madrid, dessa vez o destino: Cercedilla, ou como ficou famosa com o pessoal aqui de casa "Ç". No email da galera que organiza os eventos eles falavam que ia ser legal e que era uma caminhada sussa até o topo de uma cadeia de montanhas que formavam a Serra de Madrid. Mas o dia já começou horrivel, pq tinhamos que nos encontrar muito cedo no ponto de encontro, tipo umas 9h30, não lembro se era exatamente isso. A única coisa que me servia de consolação era que a Alice (que se pronuncia como aquele sabor de pizza famoso) tava muito pior que a gente.

Depois de uma hora de trem, chegamos na cidade que está há 1200 metros de altitude. O pico do morro que subiriamos era 1750, pensamos "Sussa... meio km, não é nada de mais...". Mas, caros amigos, era. Duas horas subindo por uma trilha em zigue zague. Segundo a "monitora" a trilha era assim pq em alguns trechos era impossivel subir reto por ser muito íngrime. Algumas pessoas cansavam, outras conversavam, outras se concentravam, todas suavam e a Alice.... ficava pra tras.

Como bons amigos, esperamos a pobre coitada e o Daniele, que se esforçava pra empurrar ela montanha acima. E 500 metros horizontais depois, uma vista, não digo que é bem bonita, pq não era (eu sei que nessa parte o povo aqui vai discordar, mas fazer o que). Eu diria que é tipo a vista da Serra da Cantareira. Dizem que no inverno, neva nessas montanhas, aí acho que deve ser animal, mas agora no outono eu diria que é... hm... legalzinho.

Lá no topo tinha alguns mirantes de pedra que nos permitia ver a cidade e alguns kms além dela. Sentamos em um deles e paramos para almoçar o pão com um monte coisa que fizemos de manhã. E por incrivvel que parece o queijo tinha derretido aos 10ºC. Puta queijo bom. No supermercado a gente vai na parte de queijo e tem lá as placas: Queijo de Cabra, Queijo Provolone, Queijo Brie, etc. Esse queijo esta na placa Queijo. Então ainda não sabemos suas origens, mas dizem que é importado, vai saber.

Bom, voltemos ao passeio. Depois de comermos muito pão com água estávamos mortos de sono, mas ficamos la tentando conversar com as pessoas, enquanto isso, o Rodolfinho resolveu se acomodar em alguma pedra, para risos de alguns Erasmus. Mas graças ao sono pesado do nosso luso-nipo-brasileiro descobrimos um negócio bem legal. Por acaso, ele dormiu em cima de uma caixa escondida aonde as pessoas que sobem a montanha escrevem uma mensagem para os demais. A cada 2 ou 3 anos, alguém vai lá digita e encaderna as frases e coloca de novo dentro da caixa.

A decida foi bem mais facil, até com uns requintes de comedia, ja que sempre alguem caia de bunda na terra escorregadia. Depois de esperar um pouco a Alice, que novamente demorou pra chegar, pegamos o trem de volta para casa. Mas longe do descanso, pq na mesma noite receberiamos Erica, Edu, Lara e Tanain. Bebemos e conversamos até as 2h, quando eles foram embora e tivemos nosso merecido sono.

Ah, ja ia esquecendo!! Como bons Lindomarenses, deixamos nossa marca no livro e guardamos de volta, para que alguem um dia saiba que nós (Jormat) já passamos por lá.

1 comentários:

Pipo disse...

enquanto vocês levam os lindomares a sugares altos, o pessoal aqui perde nas oitavas de final, tá loco...

 
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